terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vivendo no lugar que jurei nunca viver, fazendo que sempre sonhei fazer. Ainda estou em dúvida sobre o que pensar de tudo isso.
Andava na rua apressado, sabia que estavam atrás dele. Com certeza queriam roubar suas coisas, talvez até mesmo sequestrá-lo, roubar seus rins?! Não ousava correr, correr seria condenar a si mesmo, então só podia andar. Tentava olhar por cima do ombro, sem deixar isso muito visível, não podiam saber que ele os havia descoberto. No auge do desespero, cerrou os punhos, decidido a lutar até a morte se fosse necessário. Aproximando-se da esquina, na maior velocidade que ousava atingir, sentiu que os passos se aproximavam. É agora, pensou, vão me pegar. Faltavam apenas 10 metros e sem aguentar mais a pressão partiu em uma louca correria até o portão. Chegara em casa, estava salvo. Por enquanto.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O que eu disse é mentira.
O blogger não gosta de mim. Nunca mais vou escrever nada.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Algo vindo de dentro chama, causando arrepios e trazendo visões. O força é muito grande, algo ancestral e poderoso, inerente à alma. Cada vez que pulsa ele se sente mais tentado a sucumbir. Por que não sucumbir? Afinal, não é algo ao qual está destinado?
No entanto, existe uma outra voz que o aconselha a pensar. Deixar-se levar traz benefícios, mas também traz perdas. Uma vez escolhido o caminho, não há mais volta, pelo menos não sem deixar graves seqüelas. O medo da perda traz uma nova perspectiva, mas acompanha insegurança e um vazio, pois negando o instinto também são negadas todas as possibilidades e toda liberdade.
Presa entre medo e o primitivo chamado sua mente clama por ajuda, sem esperanças que ela venha.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Acordou um dia e disse:
- Odeio minha vida.
Não falou com agressividade, nem mesmo elevou a voz.
-O que você disse?- sua mulher sussurou ainda despertando.
-Odeio minha vida. Odeio você também.
Levantou da cama e, ignorando a mulher que dizia alguma besteira, foi para o porão. Pegou o galão de combustível e derramou pela casa, ainda ignorando os raivosos berros da mulher. Pronto, a construção rapidamente tomou uma bela coloração laranja enquanto soprava espirais de fumaça e cinza. Enquanto observava o belo espetáculo se permitiu ouvir o choro de uma criatura que estava ao seu lado.
-Por que fez isso?
Um sorriso maravilhoso se formou, rejuvescendo aquele rosto envelhecido e deles vieram palavras cantadas:
-Decidi viver.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Lamento pela ausência de postagens pessoas, mas estou curtindo muito minhas férias para pensar em atualizar o blog. Em breve compensarei a brecha. Nesse tempo vou deixar uma poesia que fiz há muito tempo e estava jogada às traças.

Desperation
People at your door
The horns in the night
Peace of mind for a moment
After that is just a piece of mind
Only a cigarette
In the darkest corner
And all that fades away
But they're still out there
Or maybe inside you
Try to find someone
Who is afraid just like you
Run away all over the world

Copyright Deborah Happ 2008